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Treinamento Funcional, método de Treinamento em Circuito e CrossFit

Somos crossfiteiros, logo adoramos falar de CrossFit, pois a primeira regra do CrossFit é: só falamos de CrossFit. Mas aí surge o problema de como explicar racionalmente para os leigos (pessoas de fora do CrossFit) as razões por que nós adoramos o CrossFit e elas geralmente estão relacionadas a sensações e sensações tendem a ser bastante pessoais. Então, geralmente acabamos negligenciando vários pontos na explicação do que é o CrossFit e por que queremos que todos façam CrossFit.¹

Nesse texto, eu não vou ensinar você a convencer as pessoas nem ensinar profundamente por que o CrossFit revolucionou os métodos de treinamento físico e como isso foi bom, mas ensinarei o que o CrossFit não é e, com isso, você pode se esquivar de explicações superficiais.

Vamos colocar em ordem cronológica: os métodos de treinamento físico foram amplamente aperfeiçoados a partir do surgimento das Olimpíadas modernas (1896), em especial podemos citar a União Soviética como expoente de métodos de treinamento físico². O treinamento em circuito surge na Inglaterra no ano de 1957 com R. E. Morgan e G. T. Adamson com a ideia de aumentar o condicionamento físico, com foco em melhorar os ganhos de força e a melhora da capacidade cardiorrespiratória.

Parece que é isso que fazemos no CrossFit para um leigo, mas nós sabemos que não é assim. O treinamento de circuito caracteriza-se por exercícios de resistência misturados com exercícios aeróbios, porém normalmente são divididos em 9 - 12 estações, que são trocadas em curtos períodos de tempo para que se mantenha o trabalho, muitas vezes há pequenos espaços de tempo para intervalos recuperativos entre as estações.

Sim, existem treinos assim no CrossFit, como o caso de um Fight Gone Bad, no qual ficamos um minuto em cada estação e rodamos os exercícios, porém em uma Isabel (30 Arrancos no menor tempo possível) essa característica do treinamento em circuito desaparece totalmente. Falaremos mais disso na sequência, basta ter essa informação em mente por enquanto.

Treinamento Funcional, como o Vitor Mussini gosta de falar, é um exemplo claro da banalização de um termo ou palavra, no caso, “funcional”³. O termo treinamento funcional surgiu com terapeutas ocupacionais e quiropatas com a ideia de auxiliar no processo de reabilitação física, tornando-o mais rápido, já que durante a recuperação trabalhar em máquinas com polias não parecia ser e ainda não é a melhor forma de se recuperar. Por mais que as grandes empresas tentem desenvolver máquinas para isso, é no movimento livre que o ser humano irá ter grande parte da sua vida, logo, treinar em uma máquina não fazia (nem faz) o menor sentido para a reabilitação.

Observando os ganhos de força, flexibilidade e afins dos pacientes, alguns autores americanos pensaram: “nós podemos fazer isso para as pessoas normais também”, mesmo porque para uma pessoa sedentária é praticamente necessária uma reabilitação do corpo antes do início do processo de treinamento, pois muitas vezes as restrições articulares causadas pelo sedentarismo são gritantes, porém o processo de reabilitação de um indivíduo sedentário é relativamente rápido, mas após essa reabilitação, o que fazer de treinamento?

Voltando para o desenvolvimento de métodos de treino, os métodos de treino foram criados para o desenvolvimento atlético, o que não se aplica à vida normal da maioria das pessoas. E o empirismo dos métodos em sua maioria deixava o treinador sem uma base sólida para trabalhar com pessoas não atletas, então veio a sacada americana de sintetizar de forma apostilada o método de treino, começando desde a reabilitação até um certo grau de desenvolvimento atlético. E isso foi fantástico, a qualidade do programa de treinamento norte-americano passou para um outro nível e isso recebeu o nome de treinamento funcional.

Porém, em terras tupiniquins o “alto” nível de conhecimento do professor de Educação Física, em especial sobre a língua inglesa, fez com que os professores muitas vezes se limitassem a conhecer exercícios ditos como funcionais, aprendiam sobre exercícios com instabilidade e chamavam aquilo de funcional e vendiam isso como a “evolução do treinamento”. Depois de um tempo, o nível de informação melhorou com a tradução de cursos e de alguns poucos materiais, mas a grosso modo as informações primárias americanas ainda não chegaram em terras brasileiras.

E é aqui que acontece toda a confusão, pois então o CrossFit é um treinamento em circuito feito com movimento funcionais? Sim e não.

Sim, porque o CrossFit se utiliza do método de treino de circuito em algumas sessões de treino, assim como se utiliza de exercícios funcionais (geralmente chamamos de exercícios funcionais os exercícios multiarticulares).

Não, porque (como falei acima) uma Isabel não é um circuito e o CrossFit caracteriza-se por exercícios realizados sempre em alta intensidade, então exercícios de estabilização e equilíbrio tão característicos do treinamento funcional não fazem sentido no CrossFit, já que devem ser realizados em baixa intensidade (você nunca viu nem deveria ver alguém em cima de um bozu tentando se equilibrar e fazer os exercícios de forma rápida).

Logo, o CrossFit não pode ser definido como uma coisa nem outra. O CrossFit é o CrossFit, ele não criou nada, mas se utilizou de diferentes vertentes e métodos de treino para ter a sua própria personalidade, porém essa personalidade é tão única que muitas vezes o torna estranho para um leigo. Por isso, é mais fácil definir o que o CrossFit não é do que o CrossFit é para os leigos.

Uma incoerência no meu texto é que, no início, eu disse que o CrossFit revolucionou os métodos de treino e, no fim, eu disse que ele não criou nada. Como pode algo revolucionar e ao mesmo tempo não criar nada? Isso daria pelo menos mais um texto, mas o mais correto é falar que o CrossFit revolucionou os resultados do treinamento esportivo e, com isso, questionou os métodos de treino. Como exemplo, eu vou citar a Tia-Clair Toomey, que em 2016 ficou em segundo lugar no CrossFit Games e, semanas depois, participou das Olimpíadas no Rio de Janeiro no levantamento de peso olímpico, garantindo a 14º colocação na categoria. Antes do CrossFit, pensava-se impossível um atleta não ser especializado em um determinado esporte e conseguir competir em nível olímpico naquele esporte, ainda mais em um esporte tão especializado como o levantamento de peso, que consiste em apenas dois exercícios.

1. Esse pode ser um dos motivos pelos quais as pessoas acham que o CrossFit é um culto, rs! Pois geralmente alguém que passa por uma experiência única de fé, muitas vezes não acredita como algo tão bom pra ela pode não fazer sentido para as outras pessoas rs!

2. Mesmo tenha sido revelado recentemente que existia e existe um programa governamental de doping atlético na época da União Soviética e que se manteve ainda na Rússia, o que coloca em xeque grande parte dos resultados das pesquisas, os métodos ainda assim foram amplamente utilizados e logo retestados em todo o mundo, mesmo não possuindo altas taxas de reprodutividade qualitativa, ainda assim foram nesses métodos que se apoiaram e ainda se apoiam os métodos de treinamento físico.

3. Assim como o termo funcional foi banalizado, recentemente o termo Cross foi banalizado. Há alguns anos, tudo era funcional, até mesmo a nutrição era funcional. Não seria redundância falar que a nutrição é funcional? Já que parte do pressuposto que nutrição é fundamental para se estar vivo, todo alimento que comemos deve ser funcional, a não ser que você seja tão asno que coma capim, mas sinto lhe informar que como humano você não digere celulose, logo, mesmo você querendo ser um asno, capim não irá te ajudar, em parte é por isso que vacas ruminam, mas deixando a acidez de lado. O termo Cross vem de cruz, cruzar, atravessar - ou seja, CrossFit é um tanto quanto lógico. Logo, crossdance ou crossnutrition não fazem o menor sentido, pois para crossdance já existe um termo melhor que é o que chamamos de balé moderno e crossnutrition assim é sobre a asnificação da sociedade, pois provavelmente nesse programa você comerá comidas além das comidas humanas. Não tem jeito, notas de rodapé costumam ser ácidas.

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